Leia mais

Há outros artigos e livros de Marcos e Suely Inhauser à sua disposição no site www.pastoralia.com.br . Vá até lá e confira

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ASSASINATO DE ESTADO

Esta é a forma como alguns governos estão classificando o ataque de Israel à frota de ajuda humanitária que buscava chegar à Zona de Gaza. O que aconteceu é digno de nota e repúdio. É inadmissível, sob quaisquer argumentos e pretextos, que uma ajuda humanitária levada por mais de 500 pessoas de várias nacionalidades, seja impedida e de cumprir com seu cometido. Se se considera que o evento deu-se em águas internacionais e que a ajuda se destinava a uma região massacrada pelo estado de Israel, que tem impedido de forma sistemática que as ajudas, mesmo as da ONU cheguem aos necessitados, o caso se reveste ainda de maior gravidade. O assassinato não só se deu em alto mar, mas se dá a cada dia quando mulheres, crianças, jovens e velhos são impedidos de receber o que o mundo lhes destina. O que Israel tem feito com os palestinos na Faixa de Gaza é o que aprendeu com os alemães nazistas nos campos de concentração. Replicam o que condenam sistematicamente, mostrando-se como vítimas de um genocídio praticado por Hitler, mas fazem isto para extermínio dos palestinos, por crer na superioridade da raça, por crer-se nação eleita. Se na Alemanha de Hitler a supremacia era vendida na genética ariana, em Israel a supremacia é vendida na superioridade religiosa. E causa espanto a leniência dos Estados Unidos e a fraqueza da ONU em condenar as sucessivas violações cometidas por Israel. Tivesse o barco sido atacado pelo Irã, os sionistas sairiam em coro pedindo a guerra e destruição do Irã. Se o ataque fosse árabe, montanhas de papéis de condenação seriam produzidos. Mas como é o estado queridinho dos EUA e de várias nações européias, o que se vê é uma condenação formal e um pedido de investigação imparcial. Haja ingenuidade de nossa parte para agüentar este teatro mais uma vez. Não estou aqui defendendo os árabes, nem judeus. Estou querendo mostrar que o discurso da “nação eleita, povo escolhido de Deus”, pode ter sido aplicado a Israel pelos antigos, mas, tenho a convicção que não se aplica a este estado pós 48. Pode um estado destes ser abençoado? Só se o é pelo analfabetismo bíblico de pregadores autoordenados e praticantes de uma espiritualidade cega e sionista. É um estado tão podre como o é outros que são achacados, e com razão, pela mídia e pelo público. Vide Coréia do Norte, Zimbabue, Irã, Venezuela e etc... Marcos Inhauser