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terça-feira, 10 de agosto de 2010

LUGAR DE ANJO É NO CÉU

Aprendi no Seminário que os anjos são imortais, mas, hoje, tenho lá minhas dúvidas: a mãe Izolina morreu. Ela foi o anjo que Deus colocou em minha vida para, de várias maneiras e em diversas oportunidades ser o canal de benção de Deus para mim e para a minha família. Lembro-me como se fosse hoje aquele domingo que vim fui à igreja, o primeiro depois de minha conversão. Há três dias eu não comia nada, sem dinheiro para pagar ônibus ou comer algo. Terminada a Escola Dominical, ela já ia indo embora, quando voltou-se, veio até mim e me perguntou: — Onde você vai almoçar? — Não sei, respondi eu. — Venha almoçar comigo. — Mas eu não tenho dinheiro para o ônibus. — Eu sei disso. Fui e almocei. Naquela dia ela me adotou como filho. Durante quase um ano todos os domingos eu ia à sua casa almoçar, ela lavou minha roupa e me apoiou. Mais tarde, quando já estava no seminário, minha esposa e eu havíamos jantado uma porção de pipoca sem sal, porque era a única e última coisa que tínhamos para comer. À meia noite batem à nossa porta. Vou abrir e era a mãe Izolina, feito anjo do Senhor, trazendo uma oferta para nós, lá naquele fim de mundo onde estávamos. Quando minha primeira filha nasceu em Campinas, havíamos programado retornar a São Paulo na quinta-feira e isto eu comuniquei à mãe Izolina, pois eu queria que ela fosse uma das primeiras a ver a nenê. Por uma série de razões, regressamos na quarta à tarde. Chegando em casa minha sogra me pediu que eu comprasse uma série de coisas que não havia na casa: arroz, leite, canjica, açúcar, etc. Eu não tinha um centavo para comprar aquilo tudo que ela me pedia e não queria dizer à minha sogra que eu não tinha dinheiro para comprar comida para a minha família. Fui a um canto orar. Logo depois batem à porta. Era mãe Izolina com uma cesta de mantimentos. Era tudo o que estava na lista da minha sogra. Quando lhe perguntei porque ela tinha vindo na quarta sabendo que nós tínhamos planejado vir na quinta, mãe Izolina me respondeu: — Eu estava em casa e uma coisa me disse lá dentro de mim: Vai prá casa do Marcos e leva comida. E eu vim. Era outra vez que o anjo do Senhor vinha ao nosso socorro. Mãe Izolina foi o anjo de Deus para suprir, para admoestar, para disciplinar, para acariciar. Quantas vezes e por quantas horas desfrutamos um do outro nas conversas, nos cafés que tomamos juntos, nas horas em que ela foi avó de meus filhos. O anjo morreu. Mas as bençãos que ela trouxe, a benção que ela foi para minha vida e para a minha família ainda está viva. Lugar de anjo é no céu. Ela foi pro seu lugar. Marcos Inhauser