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terça-feira, 10 de agosto de 2010

SOFRI....SOFREMOS....

Sofreremos.... Foi duro ver o jogo da seleção do Dunga. Não que eu esperasse mais de uma seleção com um técnico campeão do mundo em uma seleção que ganhou o título porque o Paulo Rossi chutou para fora o pênalti. Ele nunca me convenceu como jogador e muito menos como técnico. Mas, tinha lá eu alguma esperança, considerando o fato de que a Coréia do Norte é uma das mais fracas seleções desta Copa do Mundo. Achei que se poderia marcar uns quatro e não levar nenhum. Mas, quando terminou o primeiro tempo sem gols, minha tênue esperança ruiu. A quantidade de vezes que o Kaká errou passes me deu a impressão de que estava com a camisa errada e jogava para a Coréia. O Luis Fabiano era mais banheira que atacante, pela quantidade de vezes em que esteve impedido. O Robinho mais parecia galo ciscando no galinheiro que fazendo algo construtivo. A vitória construída com gols não feitos pelos atacantes, a meu ver, mostra o que se pode esperar desta seleção: nada. Um futebol burocrático, feio, sem arte, sem criatividade. Acho que o Dunga tem tanto medo da criatividade que isto o levou a não convocar o Neymar e o Ganso, porque poderiam inventar coisas que não estavam na sua tabuleta e nem no seu script de jogo. Ele quer a eficiência mínima: ganhando de um é certeza de três pontos, que é o que interessa. Pior do que ver o jogo da seleção é vê-lo com a narração do Galvão Bueno e os comentários do Casagrande. Fui ver o jogo na casa da filha, e como a casa não era minha, me submeti à escolha da maioria. Tive que agüentar o festival de patriotadas do garoto-propaganda da CBF e do Kaká. Mais de uma vez ele chamou a atenção para o fato de que o Kaká se movimentava em campo, como se isto fosse uma grande coisa e não o natural e o esperado dele em campo. Ouvi-lo dizer que o time viria forte para o segundo tempo e ver o que se viu, só pode ter vindo da boca de um narrador cuja credibilidade há muito se perdeu. Esta patriotada do Galvão casa muito bem com a do Dunga. Ele acha que patriotismo, orgulho de vestir a camisa, treino secreto e resposta zangada às perguntas dos jornalista é receita infalível de vitória. Talvez isto ele tenha aprendido nos livros de autoajuda do Augusto Cury. Ouvi-lo depois do jogo dizer que houve evolução, fez o Darwin se retorcer no túmulo. Poucas vezes na minha vida consegui dormir assistindo a um jogo. Hoje isto aconteceu nos minutos finais e não porque eu quisesse, mas a seleção é enfadonha. Ou ENFADUNGA? Marcos Inhauser