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terça-feira, 28 de setembro de 2010

QUEREMOS SOCIEDADE E NÃO AGLOMERAÇÃO

Recebi o seguinte artigo do meu amigo Marcos Kopeska, que o uso com pequenas edições para caber neste espaço: Para os que sonham com uma sociedade justa, o Projeto de Lei “Ficha Limpa” foi um bom começo, mas ainda começo. Talvez possa uma dose de ópio para acalmar os ânimos dos mais pessimistas. Sonhamos com ética na política. Em 2005 circulou a sátira que reflete este anseio: “Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes. Será o dia em que Rosinhas serão apenas flores... Garotinhos apenas crianças... Genuínos serão coisas verdadeiras... Serra será apenas um acidente geográfico ou uma ferramenta... Genro apenas o marido da filha... Lula apenas um molusco marinho... E Severino, apenas o porteiro do prédio" O estudioso da ética, John Rawls, diz que "uma sociedade em que certo mínimo de valores não seja partilhado pela grande maioria não só não é democrática, como não é uma sociedade. É uma aglomeração". Creio sim, que o cristianismo pode contribuir com a política, apontando para a ética e acordando a sociedade para a retomada dos valores mais nobres da sociedade. Necessitamos urgentemente de uma reinterpretação da presença profética da igreja na sociedade, não fazendo alianças políticas corruptas e egocêntricas, mas orientando processos transformadores. Segundo a clássica definição do filósofo grego Aristóteles, (328 a.C.), “política é a ciência, arte, técnica e estratégia de administrar para o bem comum; mais decisivo do que o bem individual”. Sob esta ótica não tenho nenhum peso de consciência em dizer que quem faz alianças políticas pensando em ganhar ônibus, materiais para construir templos ou concessões de rádios, estão sendo anti-éticas (por definição), para não dizer “partidárias da corrupção gospel”. Como cristãos articulemos e trabalhemos para que nossos governantes e legisladores: • Vejam na política não uma ambição do poder pelo poder num jogo de interesses pessoais, familiares ou corporativos; • Estejam profundamente comprometidos com a cidadania, o povo, os necessitados, explorados e marginalizados; • Façam parcerias, não com detentores costumeiros do poder, mas com quem serve ao povo (universidades, igrejas, uniões e organizações de classe capazes de procurar o bem comum); • Tenham decência, lisura e honestidade que constituem o contrário da corrupção ativa ou passiva; • Tenham competência, conhecimento profundo das formas, métodos e práticas políticas, sem o qual de nada adianta a decência; • Tenham experiência administrativa ou legislativa; • Tenham coerência entre o ser humano e o homem político; vida pessoal e democrática e o exercício do poder; • Tenham a eficiência, habilidade e capacidade de realizar de um projeto político para o bem comum. Assim sendo, seremos mais do que aglomerado; seremos sociedade. Marcos Inhauser