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quarta-feira, 12 de junho de 2013

RUTE

Estava saindo de Rio Preto quando o celular tocou. Passei para minha esposa atender porque estava dirigindo. Percebi que ela falava com alguém que, no momento, não estava reconhecendo e eu também estava curioso para saber quem era. Depois soubemos se tratar de um grande amigo.
À medida que a conversa se desenrolava, percebi tratar-se de uma notícia triste e o nome que se falava era Rute. Rodei meu banco de dados mental e só encontrei uma Rute. E era dela que estavam falando. Falecera na sexta-feira e o enterro seria no domingo à tarde e a pessoa, gentilmente nos avisava da morte, pois sabia do carinho que tínhamos por ela e ela por nós.
No momento em que comecei a juntar as peças da conversa que ouvia e me certificava de que se tratava da Rute, uma profunda tristeza foi invadindo meu coração. Era como se estivesse perdendo alguém muito importante na vida
Rute era uma pessoa especial no duplo sentido do termo. Era especial porque sempre (e este sempre tem valor absoluto), quando me via, abria um sorriso e vinha me abraçar. Queria saber estava bem. Eu, do meu jeito, brincava com ela e também me interessava em saber como ela estava.
Rute era especial porque, Deus, na Sua vontade e soberania, permitiu que ela tivesse algumas necessidades especiais, que lhe obrigaram a terapias e doses maciças de remédio. No que pese as suas características, ela sempre foi um estímulo para meu ministério. Quando ela vinha à igreja, sentia-me amado e apoiado.
A notícia da Rute me fez revisar meu passado como pastor. Conclui que em quase todas as igrejas pelas quais passei e pastoreei, Deus me deu uma pessoa especial para, de maneira sincera e honesta, me dar as boas-vindas, me abraçar e se interessar por mim. Também conclui que estas pessoas especiais tem o dom divino de serem honestas e transparentes. Elas, quando gostam de alguém, realmente gostam. E se não gostam, não fazem esforço nenhum para passar a gostar. Percebi também que, em todos os casos, quando ia para a igreja, tinha o desejo consciente de encontrar a estas pessoas para ser cumprimentado, abraçado. Era como se precisasse de uma injeção da graça para iniciar os trabalhos.
Encontrei também estas pessoas especiais em quase todas as igrejas que já visitei. Na Church of the Brethren, nos Estados Unidos, há um jovem negro que faz questão de cumprimentar cada um dos mais de quatro mil participantes da Conferência Anual. Ele dá a mão e diz: Deus te abençoe e te dê a paz. Às vezes ela volta à mesma pessoa algumas vezes e quando se diz que ele já havia cumprimentado, ele repete a sua benção.
A Rute me ajudou no ministério e fez falta no tempo em que se ausentou e fará falta com a sua partida. Por tudo o que foi para mim, obrigado Deus e Rute.
Marcos Inhauser