Leia mais

Há outros artigos e livros de Marcos e Suely Inhauser à sua disposição no site www.pastoralia.com.br . Vá até lá e confira
Coinfira também dicas de economia em www.ondecharoque.com.br

quinta-feira, 7 de março de 2013

A “ZONA” AZUL

Não acredito que eu seja o único que anda irritado com a deterioração da zona azul na cidade de Campinas. Implantado em 1995, tinha o objetivo declarado de “democratizar a utilização do solo público e facilitar a acessibilidade da população à região central do município”.
A Emdec diz que há 1950 na região central e Guanabara, ao preço de R$ 2,70 pelo cartão da Zona Azul, o que é uma ficção. Quem quiser usar a Zona Azul terá enormes dificuldades para encontrar um posto credenciado que venda o cartão de estacionamento. Quando você acha um que deveria vender porque consta como credenciado, dizem que “não vendem mais porque não compensa”. Foi o que me informou a proprietária de um estabelecimento na Costa Aguiar e que se quisesse comprar teria que fazê-lo com o flanelinha que estava na rua. Perguntei se havia algum outro local credenciado e ela me informou ‘que ninguém mais quer vender porque a Emdec exige que eles comprem uma grande quantidade de cartões, que o investimento é alto e que o lucro é mínimo”. Disse ainda que correm o risco de serem ameaçados por alguns flanelinhas que não querem perder o lucro que tem vendendo a R$ 4,00 e até R$ 5,00 cada cartão. O mesmo aconteceu esta semana na Rua Lusitana e na semana passada na Regente Feijó.
Certa feita, ao estacionar na Avenida Aquidabã, quase cruzamento com a Francisco Glicério, o flanelinha veio me oferecer o cartão, perguntei o preço e, por ser bem mais caro, disse que iria comprar em um posto credenciado (naquele tempo ainda se achavam alguns). Ele ficou bravo e disse que não se responsabilizaria se algo acontecesse ao carro. Eu disse que tinha memória fotográfica e que iria denunciá-lo se algo ocorresse.
Outra feita, fui ao centro, achei uma vaga (raridade!), estacionei e sai em busca de um ponto credenciado e voltei uns 10 minutos depois com o cartão. Perdi tempo e dinheiro: paguei o cartão e ainda levei uma multa.
Outra feita, em frente à Casa de Saúde, estacionei, a mulher queria me vender um cartão pelo dobro do preço. Disse que não e fui a uma papelaria pegar um bloco de sulfite. Quando voltei tinha sido multado e, ao sair, uma pessoa me disse que a própria mulher chamou o amarelinho para me multar.
Quando achava postos credenciados, muitas vezes comprei o talão inteiro para que não mais me acontecesse o que havia ocorrido. No entanto, uma visita de outra cidade, vai ter que ir a um estacionamento e gemer com R$ 6,00 na primeira hora e mais acréscimos por hora adicional. Ainda é mais barato que a multa de R$ 53,20.
Acabo de chegar de Jales. Lá também tem Zona Azul. Só que há funcionários do próprio sistema que vendem os cartões e o preço é de R$ 1,00! Se em uma cidade menor conseguem ao preço de R$ 1,00 manter um funcionário em cada quadra, por que na cidade de Campinas a Zona Azul é esta “zona”?
Marcos Inhauser