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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

E SE FOR MENTIRA?


E tem todos os ingredientes para ser.

Não há uma só prova material de que ele tenha existido. Desde o ponto de vista da história e dos comprovantes não há nada, absolutamente nada!

Não se sabe ao certo a data do seu nascimento, o local exato em que isto se deu, onde viveu na infância, se tinha irmãos ou primos, a linhagem da mãe e do pai, não há um só documento que fale dele e que tenha sido escrito nos tempos em que supostamente viveu, ele mesmo nunca escreveu nada e quando o fez foi na areia da praia, não se tem uma relíquia dele, não se sabe exatamente onde foi crucificado e onde o sepultaram. O que dizem ser provas são facilmente refutadas pelos meios científicos.

Tem tudo para ser uma estória.

Mas se é uma estória como explicar algumas coisas? Como uma estória tão fantástica e ingênua pôde durar tanto tempo? Como a estória de um filho gerado só da mulher, nascido em condições insalubres, em local incerto, pôde ser contada durante tanto tempo? Como uma estória de uma criança de pais desconhecidos, sem vínculos com os partidos políticos e religiosos da época, com atuação na periferia de Israel, pôde ser a estória mais contada e repetida na história da humanidade?

Como uma estória destas, a partir da insignificância dos pais e do nascimento, marcado pela ausência de maiores informações sobre sua infância e adolescência, tendo surgido publicamente só aos trinta anos de idade (e até nisto há controvérsias), com um fim tão trágico como foi a crucificação, pôde ser a mais significativa estória da humanidade, ao ponto de ser divisor da história entre o antes e o depois?

Como uma estória tão simples pôde inspirar tantos compositores que escreveram mais belas músicas da humanidade, haja visto o Aleluia de Haendel e tantos outros clássicos de natal? Qual outra história foi mais encenada em palcos ao redor de todo o mundo que a do natal? Qual outra estória mudou a vida de tanta gente como a do natal? Qual outra estória produziu mais “conversões” que a do nascimento, vida e morte dele? Qual outra estória tem mobilizado tanta gente para a solidariedade, a fraternidade e ao perdão que esta estória?

Que me perdoem os que discordam de mim e de milhões que assim acreditam: para mim não é estória e sim história!

Não preciso de provas materiais e históricas para crer na realidade do natal (sem nem mesmo saber exatamente a data e local). Não preciso ver um suposto pedaço do manto, da cruz ou lágrimas colhidas por uma tal Verônica. Não preciso de um manuscrito escrito por ele ou sobre ele, redigido nos dias em que ele viveu para acreditar que ele é real. Para mim não se trata de estória, mas de fato da fé que historiciza a sua presença em mim e através de mim.

Não preciso provar a historicidade dele. Preciso viver a realidade da vida dele em mim e nos que, como eu, acreditam nele. Não tenho a obrigação de “convencer” ninguém que ele real, porque ele se encarrega disto pelo exercício da sua graça. Isto é tão forte que Agostinho disse que a graça é irresistível! Quando ele quis mostrar sua realidade a Paulo, este até do cavalo caiu!

Só afirma que o natal é estória quem nunca “caiu do cavalo” pela graça de Deus. A queda faz com que a estória vire história!

Marcos Inhauser