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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O CARNAVAL DO PT

Há várias semelhanças entre o governo do PT e o carnaval.
O carnaval dura quatro dias. Se a Escola de Samba for a campeã, esta alegria pode se prolongar por mais alguns dias e volta à passarela no ano seguinte com energia para tentar o bicampeonato. As notas dadas pelos juízes para a eleição da campeã sempre são questionadas e os perdedores ficam chiando. Terminada a festa, entra-se na quarta-feira de cinzas para espiar os pecados e curtir a ressaca. Não um dia inteiro, mas meio dia de trégua.
Se for campeã, a escola de samba não tem muito do que se arrepender e a quarta de cinzas, ao invés de ser para curtir a ressaca e se penitenciar dos erros, se transforma em oba-oba pela vitória obtida.
Assim foi com o PT: botou seu bloco na rua várias vezes e não ganhou o campeonato. As alegorias e a o enredo eram os mesmos, sempre enfatizando a santidade da sigla, o compromisso ético que o levava ao purismo de nunca aceitar alianças com outros partidos. Um dia, orientados pelo guru-agora-condenado-e-sempre enrolado, o José Dirceu, decidiram mudar o enredo e a alegoria, ainda que não mudaram o mestre-sala. Foram para a passarela e ganharam o título pela primeira vez. A quarta de cinzas foi de celebração. Foi um carnaval não de quatro dias, mas de quatro anos.
No próximo carnaval voltaram com as mesmas alegorias, carros alegóricos, agora recheados com Vales-Refeição, Transporte, e especialmente o carro-mór que foi o destaque: o Bolsa Família. Bingo! Deu bicampeonato! Mais quatro anos de carnaval, com direito muita rega-bofe e a transas sem preservativo e com isto engravidaram o Mensalão.
Perceberam que manter o mesmo enredo poderia tirar o tricampeonato. Mudaram a porta bandeira e colocaram uma cria do mestre-sala bicampeão. Encheram a “coisa” de plumas e paetês, adereços mil, para que o povo não percebesse o perfil nada esguio e o currículo fabricado às pressas para que a madame fosse a nova porta-bandeira. Com muitos efeitos pirotécnico e tecnológicos, levaram o tricampeonato. A quarta de cinzas foi de celebração de deuses que se encastelaram no trono do poder e de lá nunca mais sairiam. Tinham galgado a eternidade. Mais quatro anos de celebração desbragada. Mantiveram o carnavalesco nas finanças para obedecer os desígnios dos deuses tricampeões. O antigo mestre-sala, sempre reverenciado, vivia dando seus pitacos.
Vieram para a passarela para o tetracampeonato. Mesma alegoria, mesma porta-bandeira, mas com a promessa de que o carnavalesco seria demitido na quarta-de-cinzas. Na área de concentração começou a cheirar lona queimada, porque alguém inesperado, que não era terrorista, mas juiz federal, decidiu dizer que a mestre-sala tinha rebolado mais do que devia e que o salto tinha quebrado.
Foi um Deus-nos-acuda. Perceberam que a escola rival tinha bom mestre-sala, boas fantasias, um carnavalesco experiente e que o tetra podia ir para a cucuia. Mandaram balas para adoçar os juízes votantes, pediram a colaboração de subalternos de empresas estatais para garantir a votação e foram para a passarela mostrando uma confiança tímida, mesmo porque, o carro alegórico da ética estava comprometido e pegando fogo! A ética não podia desfilar.
A votação dos juízes foi sintomática: se emocionaram com as pirotecnias do carro Bolsa Família. Deu tetracampeonato! A quarta-de-cinzas foi diferente das anteriores. Ganharam, mas não tinham o que celebrar. O novo carnavalesco mostrou as lambanças feitas pelo anterior, quem, para garantir o tetra, comprometeu as finanças da Escola de Samba. O incêndio do carro da ética não conseguiram apagar e na área da dispersão várias ambulâncias tiveram que levar aos hospitais “estrelas” com overdose e ressaca de bebedeira prolongada.

Os quatro anos não serão de carnaval, mas de cinzas!