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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

INTELIGÊNCIA E DIPLOMACIA BRASILEIRAS

Não é de hoje que me pergunto sobre o serviço de inteligência do governo brasileiro. Desde os tempos do mensalão eu me perguntava, diante das sucessivas e repetidas afirmativas do Lula dizendo que nunca soube nada e que não sabia de nada, para que serve um serviço de inteligência e, existindo um (regiamente pago), o que anda fazendo o pessoal dele encarregado.
A pergunta mais uma vez me veio à mente diante dos episódios de espionagem cibernética e telefônica desenvolvido pelos Estados Unidos (e não acredito que sejam os únicos a se dedicar a tais práticas). A cara de surpresa e o discurso do “nem desconfiávamos” que os ministros vêm apresentando, me fazem pensar que o serviço de inteligência só tem inteligência no nome. Será que não passou pela cabeça dos oficiais da inteligência que o grampo poderia atingir autoridades, mesmo com o aviso que o jornalista que tem os documentos fez meses atrás?
Veja também o episódio do senador boliviano que foi trazido ao Brasil por um funcionário de segundo escalão. Será que este funcionário nunca comunicou, falou com alguém, planejou o que faria? Se ele conseguiu mobilizar um senador brasileiro, uma empresa de jatos executivos que lhe “emprestou” um jatinho, se conseguiu ter dois guardas escoltando, se usou carro oficial, como não sabiam?
Quando um ministro é pego com a mão na botija, ou alguém é indicado para um cargo e vem a imprensa mostrar os descalabros já cometidos, será que a inteligência não vasculha a vida pregressa das pessoas a serem nomeadas e avisa o primeiro escalão que vão entrar em fria? Nos casos Renan, Padilha, o Romero Jucá, o Edison Lobão e tantos outros.
Por outro lado, parece que a diplomacia brasileira usa o mesmo serviço de inteligência. O imbróglio em que o lulo-petismo se envolveu no caso do Zelaya, em Honduras, no apoio ao Mahmoud Ahmadinejad (o analfabeto histórico que negava a existência do holocausto), o apoio incondicional ao Hugo Bolivariano Chaves, a interferência no processo político dando apoio à eleição do filhote do Chavez, o Maduro (só no nome), as relações obscuras com a ditadura da ilha, a contratação de médicos cubanos e a criação ex-tempore do Mais Médicos para justificar este acordo com a ditadura da ilha, são alguns poucos exemplos do muito que se poderia citar e da infinidade que deve haver por baixo dos panos. Como pode ter uma complacência bovina com o Evo e a Cristina, e entrar no radicalismo de uma sanção ao Paraguai no Mercosul? Se o Paraguai não podia por questões políticas, por que a Venezuela podia?
Passo qui meu atestado de abestalhamento diante de tanta inteligência.
Marcos Inhauser