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segunda-feira, 23 de março de 2009

TRÊS BEIJINGS

Esta é a minha terceira vez em Beijing. Na primeira delas, há quase oito anos, fiquei impressionado com a imponência das coisas. Tudo é muito grande, muito majestoso. Visitei a Grande Muralha, a Cidade Proibida, o Templo da Paz Celestial, a praça da Paz Celestial entre muitas outras coisas entre shopping centers e centros de comércio popular. A largura da avenida central da cidade foi algo que me deixou boquiaberto. Tudo me pareceu tão gigantesco, como não havia visto em nenhum outro lugar que eu tivesse visitado, exceto o Palácio de Versalhes.
Na minha segunda viagem fiquei mais tempo dentro de casa por causa do inverno e porque tínhamos vindo visitar o neto que tinha alguns meses de vida. Mesmo assim, em uma noite saímos para jantar e entramos em uma garagem no subsolo de um centro comercial e hotel que me pareceu um labirinto.
Nesta terceira vez fiquei assustado com o tamanho do novo aeroporto, com o requinte das suas dependências, com a quantidade de novas construções no entorno de onde minha filha mora, com a quantidade de coisa nova no centro da cidade, as novas avenidas e estradas, que me pareceu uma nova Beijing.
Em conversas com minha filha e amigos brasileiros que aqui vivem, bem assim alguns de outras nacionalidades, eles são unânimes em afirmar o ritmo acelerado das construções e mudanças que ocorreram para as Olimpíadas e que se estende até hoje. Aqui perto de onde estou, construíram um Centro de Convenções que muito seguramente é o maior do mundo.
Quando no sábado saímos para um passeio fora de Beijing, fiquei surpreendido pela quantidade de áreas de reflorestamento ao redor da cidade e meu genro me explicava a prioridade que se está dando para dar à cidade árvores e um cinturão verde como forma de minimizar a poluição (esta também monumental) e minorar as tempestades de areia que ocorrem em certo período do ano.
Nestas três visitas, todas feitas em período de inverno (ou final dele como esta última), não pude ver o verde que há em Beijing, especialmente com a massiva plantação de árvores para as Olimpíadas. Mas acreditando no que me dizem os que por aqui vivem, acho que terei que voltar na primavera ou outono para ver uma quarta Beijing, mais bela, mais verde e com menos céu cinza.
Uma coisa é comum às três visitas: ainda que me digam que este é um país comunista, não consigo acreditar porque tudo por aqui me cheira puro capitalismo. A quantidade de coisas com jeito ocidental, fastfood, hotéis de cadeias internacionais, em certos momentos me parece que estou em uma cidade americana ou européia.

Marcos Inhauser