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terça-feira, 6 de abril de 2010

IGREJA DOS ESCÂNDALOS

Há quem se assuste com recentes episódios escandalosos envolvendo as igrejas. Nestes dias, as acusações de pedofilia contra clérigos católicos, acusações que remontam quase duas décadas e que já obrigou a Igreja Católica a fazer acordos, chegou bem perto do papa. Na Alemanha, Irlanda, Bélgica Estados Unidos e Brasil, pipocaram denúncias e surgiram possíveis vítimas de tais abusos. No entanto, parece-me que muitos há que se esquecem de algumas coisas relacionadas a escândalos e a igreja. Se olharmos para a narrativa evangélica vamos perceber que o ato maior da vida de Cristo se deveu a um escândalo: no círculo mais próximo a Jesus, um seu discípulo roubava e o vendeu por trinta moedas de prata. Mais adiante um pouco, quando a igreja dava seus primeiros passos houve o escândalo de Ananias e Safira, que mentindo, retiveram parte do produto da venda de um imóvel. Um pouco mais adiante, vamos encontrar o escândalo das viúvas dos helenistas que estavam sendo preteridas na distribuição da comida, o que levou a igreja a criar o diaconato. Há ainda o caso do mago Simão, que quis comprar o dom do Espírito para com ele ganhar algum dinheiro, gerando o termo “simonia”, mais tarde usado para os que vendiam ou compravam postos eclesiásticos e por causa disto amealhavam fortunas. Cito estes casos para ficar nos bíblicos. Se fosse percorrer a história da igreja, poderia elencar uma infinidade de escândalos envolvendo clérigos, leigos e a instituição igreja. À luz destes fatos, os recentes escândalos do “apóstolo e a bispa” (sic) flagrados com entrada ilegal de dinheiro nos EUA, as muitas acusações feitas pela Receita e Polícia Federal à maneira como a IURD maneja seus fundos, as rádios “evangélicas piratas”, a compra a peso de ouro de tempo nas televisões, as acusações de desvio moral contra líderes das igrejas, nos colocam em xeque. Por outro lado, estes episódios, tantos os bíblicos como os não registrados nas Escrituras porque mais recentes, mostram que a Igreja, no que pese sua aludida origem divina, é formada de seres humanos e estes são tão falhos como se na igreja não estivessem. Mas o fato de cometerem o que cometem sendo membros das igrejas, não devem ser protegidos nem escondidos, mas devem receber exemplar punição, o que, não tem acontecido. Se a igreja não o faz, perde sua credibilidade e claudica na sua função profética. A Igreja é divino/humana, mas os escândalos são totalmente humanos, mesmo que alguns queiram atribuir tais obras a Satanás.